quarta-feira, 10 de julho de 2013

Como cuidar de uma pessoa anorética



Anorexia nervosa é uma doença de disfunção alimentar causada pela má alimentação, ou seja, pela ingestão insuficiente de comida. A doença causa estresse físico e gera intenso emagrecimento na pessoa que sofre de anorexia. 

A complexidade da doença se dá por envolver questões psicológicas e sociais. Apesar de ser mais comum em mulheres, também afeta homens. Geralmente pessoas insatisfeitas com seu corpo. Muitas vezes, a anorexia vem atrelada a bulimia, outra doença alimentar. Ambas estão ligadas a obsessão em emagrecer e a privação de alguns alimentos. Além de diminuir o consumo de comida, começam a realizar práticas de exercícios físicas exageradas, sem acompanhamento médico, comprometendo assim a saúde. 

Uma pessoa com anorexia é identificada quando atinge Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou inferior a 17,5 kg/m. Porém, no início da doença os familiares ou amigos dificilmente descobrem a doença, pois não é percetível. Assim, veja algumas dicas de como lidar com este problema.

Fase da descoberta


Antes de qualquer coisa é preciso identificar a doença. As pessoas que estão à volta do anoréxico geralmente não descobrem o problema logo de cara. Isso porque, quem sofre de anorexia faz de tudo para esconder a doença. Contudo, amigos e familiares precisam estar alertas e verificar sintomas como: prática excessiva de atividade física, ausência de menstruação (no caso da mulher), depressão profunda, crescimento lento, boca seca, sensibilidade ao frio, usar comprimidos para urinar ou laxante, descalcificação dos dentes e preocupação com o peso apesar de ser magro.

Incentivando o tratamento


Após identificar a doença na pessoa, é preciso convencê-la de que está com problemas. Quem é anoréxico dificilmente aceita a realidade de que está com problemas e geralmente tem o poder de convencer o parente ou amigo de que não passa de uma fase e tudo ficará bem. Os pais têm de ser firmes e levá-la ao médico para diagnóstico e dissuadi-la de que precisa de tratamento médico o quanto antes. Caso isso não seja feito logo no início, corre-se o risco da doença ser agravada e chegar a um estado crítico de emagrecimento e mal-estar. O diagnóstico da doença é conseguido através dos seguintes exames: albumina, exame de densidade óssea, eletrocardiograma, hemograma completo, eletrólitos, testes de rins e função hepática, proteína total, teste de tireoide e urina.

Dando apoio


As fases do tratamento envolvem: antidepressivos, psicoterapia e acompanhamento nutricional. O tratamento é árduo e desgasta a paciente, por isso é muito importante o apoio de familiares e amigos para dar segurança à anoréxica para que continue o tratamento. É muito comum as anoréxicas, quando desestimuladas, largarem o tratamento e começarem com as neuroses novamente. Fique de olho aberto e dê suporte. Sugira visitas ao grupo de apoio ou acompanhe consultas ao psicólogo.

Melhorando o relacionamento


A causa da anorexia, muitas vezes está relacionada com questões problemáticas na casa ou no relacionamento com amigos. Por isso, melhorando o clima, evitando brigas e discussões e fazendo programas divertidos em grupo podem contribuir para que a anorexia não se agrave. O ambiente sempre influencia no bem-estar mental das pessoas. Uma dica interessante é elogiar a anoréxica sobre sua beleza. No início pode funcionar e fazer com que aumente a sua autoestima, mas se a doença estiver em um estado crítico, a pessoa não lhe dará ouvidos. Ao contrário, pode fazer com que se irrite mais ainda.

Evite a internação



Em alguns casos já sérios o tratamento só surte efeito com internação. Esses casos acontecem quando o anoréxico está 70% mais magro do que o ideal para seu peso, com o surgimento de complicações médicas como problemas no coração, por exemplo. 

Em casos em que os anoréxicos pensem em cometer e tentem suicídio também é motivo para internação. Se a pessoa estiver muito subnutrida talvez esta pessoa tenha que ser alimentada por um tubo de alimentação. Em qualquer uma dessas medidas, a internação continua sendo uma opção muito triste não só para o paciente, mas para todos os envolvidos. O ideal sempre é evitar todo esse transtorno com a prevenção da doença.